quarta-feira, 28 de agosto de 2013

quarta-feira, 24 de julho de 2013

ARTETERAPIA APLICADA AO LADO SAUDÁVEL DA 
 CRIANÇA QUE BRINCA


            Para a criança, criar significa explorar, vivenciar, investigar e descobrir e está em todo o seu fazer solto (...). O ponto de referência de uma criança para a criação é sempre sua situação interna cognitiva, afetiva e perceptiva. (Ostrower, 1986).
A partir do desenrolar de um projeto de férias na clinica psicopedagógica, percebeu-se que o trabalho em grupo mobiliza mais rapidamente a curiosidade da criança, elas querem criar, brincar com fantoches, marionetes, máscaras, instrumentos musicais ou até mesmo fazer aquele brinquedo de material reciclável que está disponível. Neste brincar espontâneo percebeu-se que muitas coisas precisam do acompanhamento de um adulto para que superem suas dificuldades como por exemplo: escrever e negar-se a falar ou compartilhar o que escreveu, começar uma criação e ter dificuldade de terminar-la,  identificar o que está acontecendo e o quanto isto está bloqueando seu desempenho normal. Na medida em que estas dificuldades estão sendo percebidas e orientadas com apoio amoroso, não excessivo, encontram prazer com a descoberta e isso ajuda no enfrentamento do que causa estranhamento.
Podem iniciar um trabalho por ver o entusiasmo do outro e quando percebem que também são capazes de criar e encontram espaço para isso não perder tempo são criativos, mesmo que inicialmente comecem reproduzindo um modelo pronto, nunca se detém no modelo sempre buscam transformar, pode ser a cor, o tamanho, colocar acessórios diferentes, transformam uma sucata em um ser extraterrestre ou em um jacaré que se transforma em dinossauro voador, o aprender ocorre como produto da ação transformadora, esta ação vai ajudar no enfrentamento das dificuldades da vida. O brincar é a forma mais branda para desbloquear o que causa impedimento no seu desenvolvimento saudável, elas podem até não conseguir falar porque alguns processos causam estranhamento e tentam evitar, mas à medida que encontraram um meio acolhedor, num processo sem cobrança e a interação com seus pares o enfrentamento é mais rápido melhorando em muito dificuldade de motricidade, cognição, afetividade e até mesmo de comportamento.
Vera Vidart.




Arteterapia no Amparo Asilar

As atividades em grupo são importantes durante toda a vida. Desde pequenos, somos incentivados a procurar a companhia de outras pessoas e formar nossa turminha e é assim que aprendemos a interagir, a dividir e a respeitar o espaço do outro. No entanto, durante a melhor idade, há quem deixe de lado essa convivência benéfica e saudável.
Apesar de ser um processo natural, para muitas pessoas pode ser extremamente difícil aceitar a passagem do tempo. Na melhor idade, muitas pessoas acabam deprimidas, com a sensação de que não têm mais nada a oferecer ao mundo. Por conta disso, ficam bastante desmotivadas. Nestes casos, um dos grandes desafios é o de superar essa sensação de desânimo e tristeza. As pessoas de todas as faixas etárias têm muito para viver, aprender, oferecer e compartilhar. Mas como conseguir superar os sentimentos depressivos quando já não contam com a companhia da família, e estão fora do ninho que construíram, amaram e cuidaram durante, talvez, quase toda sua vida?
A proposta arteterapêutica buscou este caminho, a principio uma aproximação carinhosa de dialogo e escuta, um dialogo na maioria das vezes silencioso que precisava ser traduzido; muitas cores, músicas, danças e brincadeiras do tempo da infância de muitas aziladas. Com pedaços de panos, linhas, lápis, papel e vai-se conseguindo pequenas interações, algumas ficam enciumadas querendo a atenção exclusiva. As brincadeiras e as dinâmicas vão envolvendo e o despertar para a vida acontece, ainda há tempo, tempo para sentir, para sonhar, para recordar, para amar e como o desabrochar de uma flor a vida se mostra e encanta. Encanta quem despertou e encanta também quem acreditou no resultado de uma proposta embasada na crença de que só o amor constrói. 
Por: Vera Regina Martin Vidart e Lourde Focchesatto.


terça-feira, 23 de julho de 2013



                  Arteterapia no grupo Jovem Aprendiz


              A vida adulta é considerada o período mais longo da vida humana, tendo seu início no final da juventude e se estendendo até o final de nossas vidas. A fase que antecede – a transição para a vida adulta - é marcada por transformações físicas, psicológicas e sociais. No âmbito social, as mudanças estão centradas em dois pólos: a família e a perspectiva de trabalho. O trabalho e a profissão servem para dar o significado para a vida das pessoas e são as principais preocupações dos jovens em transição para a vida adulta. A escolha da profissão é uma das formas de colocar o projeto de vida em andamento e a formação educacional é um contributivo importante para dar a sustentação para o encaminhamento a uma profissão. O trabalho na vida do individuo não se restringe a uma mera forma de remuneração financeira, a ocupação profissional é um dos constituintes da identidade pessoal. Segundo Schaie e Willis (2003) o trabalho tem um papel decisivo na auto-realização do individuo e no seu reconhecimento social.
 Por Genaro Galli*
     
     A Arteterapia com o grupo de Jovens Aprendizes não foi só um instrumento que facilitou o acesso às emoções e ao autoconhecimento, mas como possibilidade de percepção da realidade, condutas e valores priorizados em suas vidas e que estão diretamente relacionados com o comprometimento que tem com as pessoas e com o mundo que os cercam.   

Vera Vidart.