Arteterapia no Amparo Asilar
As atividades em grupo são importantes
durante toda a vida. Desde pequenos, somos incentivados a procurar a companhia
de outras pessoas e formar nossa turminha e é assim que aprendemos a interagir,
a dividir e a respeitar o espaço do outro. No entanto, durante a melhor idade,
há quem deixe de lado essa convivência benéfica e saudável.
Apesar de ser um processo natural, para
muitas pessoas pode ser extremamente difícil aceitar a passagem do tempo. Na
melhor idade, muitas pessoas acabam deprimidas, com a sensação de que não têm
mais nada a oferecer ao mundo. Por conta disso, ficam bastante desmotivadas.
Nestes casos, um dos grandes desafios é o de superar essa sensação de desânimo
e tristeza. As pessoas de todas as faixas etárias têm muito para viver,
aprender, oferecer e compartilhar. Mas como conseguir superar os sentimentos
depressivos quando já não contam com a companhia da família, e estão fora do
ninho que construíram, amaram e cuidaram durante, talvez, quase toda sua vida?
A proposta arteterapêutica buscou
este caminho, a principio uma aproximação carinhosa de dialogo e escuta, um dialogo na maioria
das vezes silencioso que precisava ser traduzido; muitas cores, músicas,
danças e brincadeiras do tempo da infância de muitas aziladas. Com pedaços de
panos, linhas, lápis, papel e vai-se conseguindo pequenas interações, algumas
ficam enciumadas querendo a atenção exclusiva. As brincadeiras e as dinâmicas
vão envolvendo e o despertar para a vida acontece, ainda há tempo, tempo para
sentir, para sonhar, para recordar, para amar e como o desabrochar de uma flor
a vida se mostra e encanta. Encanta quem despertou e encanta também quem
acreditou no resultado de uma proposta embasada na crença de que só o amor
constrói.
Por: Vera Regina Martin Vidart e Lourde Focchesatto.

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