quarta-feira, 24 de julho de 2013




Arteterapia no Amparo Asilar

As atividades em grupo são importantes durante toda a vida. Desde pequenos, somos incentivados a procurar a companhia de outras pessoas e formar nossa turminha e é assim que aprendemos a interagir, a dividir e a respeitar o espaço do outro. No entanto, durante a melhor idade, há quem deixe de lado essa convivência benéfica e saudável.
Apesar de ser um processo natural, para muitas pessoas pode ser extremamente difícil aceitar a passagem do tempo. Na melhor idade, muitas pessoas acabam deprimidas, com a sensação de que não têm mais nada a oferecer ao mundo. Por conta disso, ficam bastante desmotivadas. Nestes casos, um dos grandes desafios é o de superar essa sensação de desânimo e tristeza. As pessoas de todas as faixas etárias têm muito para viver, aprender, oferecer e compartilhar. Mas como conseguir superar os sentimentos depressivos quando já não contam com a companhia da família, e estão fora do ninho que construíram, amaram e cuidaram durante, talvez, quase toda sua vida?
A proposta arteterapêutica buscou este caminho, a principio uma aproximação carinhosa de dialogo e escuta, um dialogo na maioria das vezes silencioso que precisava ser traduzido; muitas cores, músicas, danças e brincadeiras do tempo da infância de muitas aziladas. Com pedaços de panos, linhas, lápis, papel e vai-se conseguindo pequenas interações, algumas ficam enciumadas querendo a atenção exclusiva. As brincadeiras e as dinâmicas vão envolvendo e o despertar para a vida acontece, ainda há tempo, tempo para sentir, para sonhar, para recordar, para amar e como o desabrochar de uma flor a vida se mostra e encanta. Encanta quem despertou e encanta também quem acreditou no resultado de uma proposta embasada na crença de que só o amor constrói. 
Por: Vera Regina Martin Vidart e Lourde Focchesatto.


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