sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Uma experiência com alunos da pré-escola em uma escolinha comunitária.
Idade de 4 a 6 anos. Período de 09/09/2013 à 13/12/2013.


Hoje vivemos numa sociedade em que cada vez mais nossas crianças convivem com muitas faltas e também vivenciam em muito uma sociedade consumista e violenta. É preciso um olhar atento do educador que deve abrir espaço para a liberdade de expressão e interação, de forma que estas crianças possam externalizar seus medos e sofrimentos, isso acontece mais naturalmente quando propomos atividades lúdicas.
Neste painel com fotos registro alguns dos objetivos de uma escola de educação infantil com diferentes faixa etária, que ao mesmo tempo que prepara uns para o ingresso no ensino fundamental, desenvolve habilidades motora e amplia conhecimentos dos mais novos.
As atividades de incentivo a leitura teve inicio com os contos de história e a liberação de livros da escola para que as crianças “lessem” de sua forma ou contassem e ouvissem histórias com os pais. Criamos e ilustramos nosso próprio livro. As atividades de contos teve sempre criações paralela, o lobo foi muito bem retratado na criação com folhas e recortes, “O mundo inteiro” de Liz Gaston,  retratado no desenho de Júlia, bilhetinhos para os colegas que não vieram a escola a partir do interesse de Evelyn, escrever palavras do texto identificando letras do mural da sala. O trabalho de noções espaciais muito bem se representa no trabalho com maquete, criações com blocos lógicos, mural de pintura coletiva que além de trabalhar percepções, limites, respeito ao espaço do colega, trazem a tona representação de seus próprios espaços. O observador/educador precisa ir além de acompanhar a representação proposta, mas ter uma escuta atenta a cada individualidade, a cada sentimento que se representa tanto no silêncio dos que não falam ou dos que se agitam. Nos orgulhamos em ver representações tão perfeita como o cartão de Natal feito por Sofia com apenas 4 anos e dois meses, pintura dentro dos limites, colagem harmônica que além de trazer o significado dos símbolos natalino também possibilitou a satisfação de poderem presentear alguém com trabalhos que iniciaram e terminaram de forma prazerosa. Cada atitude valorizada, mesmo que seja a simples iniciativa de ir escovar os dentes depois de comer um doce. Nossas crianças são sempre motivo de orgulho.  

Segundo Escosteguy (citado por Neto 2003, p. 223). O desenvolvimento da auto-estima, toma forma no período escolar em torno das experiências com seus pares e com o sucesso ou fracasso na aprendizagem escolar. 
Professora Vera Vidart.

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

quarta-feira, 24 de julho de 2013

ARTETERAPIA APLICADA AO LADO SAUDÁVEL DA 
 CRIANÇA QUE BRINCA


            Para a criança, criar significa explorar, vivenciar, investigar e descobrir e está em todo o seu fazer solto (...). O ponto de referência de uma criança para a criação é sempre sua situação interna cognitiva, afetiva e perceptiva. (Ostrower, 1986).
A partir do desenrolar de um projeto de férias na clinica psicopedagógica, percebeu-se que o trabalho em grupo mobiliza mais rapidamente a curiosidade da criança, elas querem criar, brincar com fantoches, marionetes, máscaras, instrumentos musicais ou até mesmo fazer aquele brinquedo de material reciclável que está disponível. Neste brincar espontâneo percebeu-se que muitas coisas precisam do acompanhamento de um adulto para que superem suas dificuldades como por exemplo: escrever e negar-se a falar ou compartilhar o que escreveu, começar uma criação e ter dificuldade de terminar-la,  identificar o que está acontecendo e o quanto isto está bloqueando seu desempenho normal. Na medida em que estas dificuldades estão sendo percebidas e orientadas com apoio amoroso, não excessivo, encontram prazer com a descoberta e isso ajuda no enfrentamento do que causa estranhamento.
Podem iniciar um trabalho por ver o entusiasmo do outro e quando percebem que também são capazes de criar e encontram espaço para isso não perder tempo são criativos, mesmo que inicialmente comecem reproduzindo um modelo pronto, nunca se detém no modelo sempre buscam transformar, pode ser a cor, o tamanho, colocar acessórios diferentes, transformam uma sucata em um ser extraterrestre ou em um jacaré que se transforma em dinossauro voador, o aprender ocorre como produto da ação transformadora, esta ação vai ajudar no enfrentamento das dificuldades da vida. O brincar é a forma mais branda para desbloquear o que causa impedimento no seu desenvolvimento saudável, elas podem até não conseguir falar porque alguns processos causam estranhamento e tentam evitar, mas à medida que encontraram um meio acolhedor, num processo sem cobrança e a interação com seus pares o enfrentamento é mais rápido melhorando em muito dificuldade de motricidade, cognição, afetividade e até mesmo de comportamento.
Vera Vidart.




Arteterapia no Amparo Asilar

As atividades em grupo são importantes durante toda a vida. Desde pequenos, somos incentivados a procurar a companhia de outras pessoas e formar nossa turminha e é assim que aprendemos a interagir, a dividir e a respeitar o espaço do outro. No entanto, durante a melhor idade, há quem deixe de lado essa convivência benéfica e saudável.
Apesar de ser um processo natural, para muitas pessoas pode ser extremamente difícil aceitar a passagem do tempo. Na melhor idade, muitas pessoas acabam deprimidas, com a sensação de que não têm mais nada a oferecer ao mundo. Por conta disso, ficam bastante desmotivadas. Nestes casos, um dos grandes desafios é o de superar essa sensação de desânimo e tristeza. As pessoas de todas as faixas etárias têm muito para viver, aprender, oferecer e compartilhar. Mas como conseguir superar os sentimentos depressivos quando já não contam com a companhia da família, e estão fora do ninho que construíram, amaram e cuidaram durante, talvez, quase toda sua vida?
A proposta arteterapêutica buscou este caminho, a principio uma aproximação carinhosa de dialogo e escuta, um dialogo na maioria das vezes silencioso que precisava ser traduzido; muitas cores, músicas, danças e brincadeiras do tempo da infância de muitas aziladas. Com pedaços de panos, linhas, lápis, papel e vai-se conseguindo pequenas interações, algumas ficam enciumadas querendo a atenção exclusiva. As brincadeiras e as dinâmicas vão envolvendo e o despertar para a vida acontece, ainda há tempo, tempo para sentir, para sonhar, para recordar, para amar e como o desabrochar de uma flor a vida se mostra e encanta. Encanta quem despertou e encanta também quem acreditou no resultado de uma proposta embasada na crença de que só o amor constrói. 
Por: Vera Regina Martin Vidart e Lourde Focchesatto.


terça-feira, 23 de julho de 2013



                  Arteterapia no grupo Jovem Aprendiz


              A vida adulta é considerada o período mais longo da vida humana, tendo seu início no final da juventude e se estendendo até o final de nossas vidas. A fase que antecede – a transição para a vida adulta - é marcada por transformações físicas, psicológicas e sociais. No âmbito social, as mudanças estão centradas em dois pólos: a família e a perspectiva de trabalho. O trabalho e a profissão servem para dar o significado para a vida das pessoas e são as principais preocupações dos jovens em transição para a vida adulta. A escolha da profissão é uma das formas de colocar o projeto de vida em andamento e a formação educacional é um contributivo importante para dar a sustentação para o encaminhamento a uma profissão. O trabalho na vida do individuo não se restringe a uma mera forma de remuneração financeira, a ocupação profissional é um dos constituintes da identidade pessoal. Segundo Schaie e Willis (2003) o trabalho tem um papel decisivo na auto-realização do individuo e no seu reconhecimento social.
 Por Genaro Galli*
     
     A Arteterapia com o grupo de Jovens Aprendizes não foi só um instrumento que facilitou o acesso às emoções e ao autoconhecimento, mas como possibilidade de percepção da realidade, condutas e valores priorizados em suas vidas e que estão diretamente relacionados com o comprometimento que tem com as pessoas e com o mundo que os cercam.   

Vera Vidart.


domingo, 30 de setembro de 2012

Neurociências em benefício da Educação!: Cérebro e Leitura

Através das descobertas neurocientíficas cada vez mais nossos conhecimentos vem se aprimorando e dessa forma contribuindo para o processo de aprendizagem dos indivíduos.
Contribuições como as do neurocientista Stanislas Dehaene proporcionam  a descoberta de áreas ativadas pela leitura. Também existem pesquisas que relatam que cegos também ativam estas mesmas áreas, através da leitura em braile.
 
Assista esta interessante reportagem: